Poesiasinha

Buscar afora o que se encontra dentro
E abaixo o que se cuida estar acima
Mas se abaixo é sim assim como acima
Achar abaixo vestígios do que busca

Solitário andar por entre gentes
Sentindo a dor da dor inexistente
Mas que ainda assim é tão pungente
Quanto a dor que se deveras sente.

Do Casal as dádivas entregues
Entre indevassáveis véus de solidão
Ao passo que a noite se desvela
Revelando a vida que há muito não se espera

Do rótulo à marca inexistente
Da cor à sombra da sombra que se sente
Na pele as marcas das marcas de meus dentes
E na vida a promessa das sementes

A Senhora na espuma nascitura
Rege a vida de um e outro com o penhor
De Eros, filos e de um êxtase tão grande
Que escapa aos olhos do ator.

Mas o que sente veramente esse menino,
Homem que sente a vida à morte
Se desvela na face da menina
De quem esse menino é consorte.

E no brilho da noite enluarada,
Sob a sombra da Senhora entrevelada
O ator despe a persona e diz à vida
Que o que busca foi achado: amor.

Chronos Phaenon
19/12/2005

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