A QUESTÃO DA CONVIVÊNCIA COM NÃO PAGÃOS E OS EVENTOS SOCIAIS

A QUESTÃO DA CONVIVÊNCIA COM NÃO PAGÃOS E OS EVENTOS SOCIAIS

A maioria de nós não vive em famílias completamente pagãs e temos que
aprender a harmonizar essa questão. Precisamos criar mecanismos de
convivência onde todos sejam respeitados e ninguém seja obrigado a
fazer o que não crê. Por exemplo, comemore seu Yule ou Litha junto
com a festa de natal de sua família, use nossos costumes para
partilhar sua celebração com seus familiares. Quando eles perceberem
que as celebrações são celebrações da vida em si, nada mais terão
contra a Roda do Ano, tenho certeza. Tenho visto muitos cristãos
alegremente dançarem em volta do mastro de Beltane, já tive um
sacerdote evangélico em minha celebração de Imbolc no Coven e ele fez
todas as devoções a Brighid, até fez seus pedidos à Donzela do milho,
como um bom pagão. Participar e celebrar são atividades que, desde
que expliquemos ás pessoas que não farão nenhum compromisso com nossa
religião, são ocasiões de aproximação de diferenças, não de conflitos.

E nas outras atividades importantes da vida social?

Por exemplo, uma wiccaniana casará com um católico. O que eles farão?
Um handfasting ou uma cerimônia cristã? Os dois? Nenhum deles?

Creio que a resposta variará muito em todos os casos, porém, creio
que se ambos são absolutamente convictos da necessidade das bênçãos
de sua religião, podem muito bem fazer ambas as cerimônias, desde que
a sacerdotisa ou sacerdote wiccanianos oficiantes do handfasting e o
sacerdote cristão SAIBAM que a união envolve pessoas de diferentes
crenças. Por favor, não há sentido algum em um wicanian@ iniciad@
abjurar ( dizer que abdica) de suas crenças mais sagradas para poder
se fingir de cristã e realizar um casamento…

Se não houver harmonia nessa realização das cerimônias, então talvez
seja melhor que não se faça nenhum dos ritos, realizando apenas a
cerimônia civil. E também é hora de pensar: casamento significa –
mesmo que as pessoas tenham a mesma religião- concessões mútuas e
acordos. É essa mesma a união que vc deseja? É preciso pensar com
cuidado e sem preconceitos, sabendo que se vc quiser respeito á sua
escolha pagã também terá que fazer concessões á religião do parceiro.

A mesma coisa deve ser decidida em casos de bebês: será um batizado
cristão ou uma unção de recém nascido ou wiccaning?

Aí a questão se torna mais delicada: o batismo católico coloca a
criança dentro da religião católica ( embora algumas bênçãos de
igrejas protestantes não o façam). Será que a mãe Sacerdotis@ da
Deusa deixará isso acontecer? Mais uma vez o casal é que poderá
resolver a questão. Talvez seja melhor que a criança não receba nem
uma cerimônia, nem a outra. Talvez seja melhor que receba as duas,
embora a cristã equivalha a uma rejeição expressa às bençãos
pagãs…Pessoalmente, mesmo casada com um católico, jamais aceitaria
que minhas crianças fossem batizadas, mas isso já seria resolvido
antes do casamento, senão nem casamento teria havido… Bem, em todo
o caso, meu conselho é COMBINEM MUITO BEM COMO SERÁ CONVIVENCIA
NESSES CASOS DE CASAMENTO E FILHOS.

Outra coisa: se você for convidado para madrinha ou padrinho de
batizado, a lógica recomenda que NÂO ACEITE, em se tratando do
batizado católico. Só alguém que é membro da Igreja católica pode
validamente, e de acordo com seus ensinamentos, ser padrinho ou
madrinha. Agradeça o convite, e assuma que AGORA VC TEM UMA RELIGIÃO
DIFERENTE. Seja coerente com sua escolha religiosa, mesmo que isso
implique em você não ser “comadre” daquela irmã ou amiga de que gosta
tanto. Há mil maneiras de você ser próxima à criança, não renegue sua
religião wiccaniana por um instante de glória social ou pretenso
estreitamento de laços de amizade como “madrinha“.

A convivência com outros parentes cristãos ou adeptos de outras
religiões patrifocais, como pais, sogras, irmãos, tios e tias pode
ser muito difícil. Recomendo sempre a mesma postura: compreensão
calma e tranqüilidade, embora, jamais recomende a covardia. FIRMEZA
EDUCADA é a melhor postura, “Não sogra, não terei meu filho batizado
por um padre”, “Não amiga, agradeço muito o convite, mas não posso
ser madrinha e seu bebe”; “Desculpem, não rezarei o pai nosso, mas me
mantenho de mãos dadas com vcs em sinal de respeito, embora essa
oração nada signifique para mim e eu recorra a meus Deuses pelas
mesmas bençãos que vcs almejam”.

Se por motivos sociais você precisar comparecer a uma missa de
formatura , a um culto evangélico, a um culto umbandista ou do
candomblé, a uma sessão kardecista, um culto messiânico ou uma
cerimônia Rosacruz, por exemplo, aja da mesma maneira : silencio
respeitoso e não participante. Foi o que eu fiz recentemente, por
exemplo, quando um padre católico veio a minha casa dar a bençãos dos
enfermos a minha mãe católica, em seus últimos dias. Eu e minha
menina acompanhamos tudo, e embora eu soubesse de cor as orações
tantas vezes repetidas na minha infância, não via mais nelas senão o
poder próprio do atendimento a minha mãe, que nelas acreditava.
Fiquei perto, em muda contemplação não-participativa.

Se você agir assim o tempo e sua FIRMEZA EDUCADA trarão a você
RESPEITO. Respeito que você nunca alcançará se estiver acostumada à
mentira e à dissimulação.


Mavesper Cy Ceridwen

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