Depoente

depoente

Indagado, às perguntas respondeu que era culpado por impudência. Tesão culposo, sabia, o que declarou às autoridades presentes e a quem mais pudesse ouvir.

Declarou ainda que pretendia muito mais, que atentaria continuadamente ao pudor, mas sem violência, que não era disso. Talvez uns tapas, mas apenas se consensuais, culpa concorrente. Ou mordidas, mas daquelas que não deixam nem marcas.

Sobre o constrangimento, disse ser normal, na presença de familiares, mas nada ilegal. Sabe como é, complicado manter a compostura em certas situações.

Dos petrechos, disse manter em sua posse apenas pequenos mementos dos atos praticados, pois a ausência lhe causava grave sofrimento mental, quiçá físico. Nada que fosse de fato comprometedor da integridade física, emocional ou mesmo patrimonial de si ou de outrem.

A fim, declarou estar tomado, desde que a vira, de perturbação de suas capacidades mentais que o incapacitavam inteiramente de entender o caráter ilícito dos fatos narrados…  Não era emoção, não era paixão, era mesmo insanidade…

(#PraCegoVer O post é ilustrado por uma imagem de mãos masculinas assinando um documento.)

Anúncios

Polissemize

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s