Tempo e distância

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Meras ilusões, delírios de uma consciência limitada. De resultado, saudades ilusórias, não menos sofridas por sabê-las assim. Se o poeta é fingidor, não sei, mas sei do sabor da distância, sei do tato do tempo que se arrasta, espera que não parece alcançar a imensidão da separação que sei não existir.

Amores distantes não menos amados, amores próximos que não se tocam. Toques longínquos que não se alcançam. Obsessão compulsiva no eco da noite, escura e fria – mas quente, muito quente.

Frio e calor, perto e longe, aperto que se afasta, constrição que aproxima. A próxima separação será a minha? Ou minha será a dor da espera? Esperando na noite, espero sabê-las todas, pois sei que sabem a amor.

(#PraCegoVer O post é ilustrado com a imagem de um plano cartesiano branco, em fundo preto, com a distorção característica da gravidade relativística.)

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