Solve et Coagula

Dormir às cinco, acordar às nove, deitar a dois, viver a três, pensando em quatro. A vida revolve números e resolve tudo em um revólver que gira, carregado, roleta viva de fragmentos soltos que revolvem dias.

Semana passada escreveu-se o tema de ontem publicado hoje no acaso bizarro do dia a dia. Na pia das almas, dissolve-se o pensar, destrói-se o pesar, pesa-se o devir e colhe-se o de já. Viu-se isso tudo mais de uma vez, voltas da roda que perfura em espiral, sempre o mesmo e, por sempre, nunca.

Dissolve-se o mundo em sentir-se rótulos, coágulos de sentires que se sentem necessários, mas precários apenas rotulam o que já lá há: amores aprazados em prazos incompreensíveis compreendidos em rodas que se encurtam, encurtando o sono de quem já não dorme.

Do uno emana o dois que produz o três e se estabiliza em quatro. Solve et coagula, mas com a gula de todos, nada se resolve…

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