Pretensão

Hoje encontrei uma parte de mim que eu não conhecia. É muita pretensão, se ver em alguém admirada, mas que nunca se tinha visto antes? Minha escrita é solta, solto no mundo os borbotões do meu sentir, ora sôlto – oras, se sólto. Mas me espanto de ler algo e dizer que poderia tê-lo escrito. Mais ainda quando quem escreveu é fascinante e altamente aclamada.

Ad miro, olho pra ela, e a admiro. Admiro nela o que sinto em mim, leio nela o que escrevo em mim, me espelho nela, que nunca vira antes, e me reviro em toques obsessivos de busca faminta pelo que leio dela.

Me fascinam esses encontros da vida, que gravam em mim o que já fora gravado, fora de mim fora de minha agonia de sentires sobrepostos. Sobreponho minha leitura à escrita dela e, por isso, a admiro tanto? Ou já antes ela se sobrepôs a mim e por isso faço desde sempre o que admiro nela?

Não pretendo ser o que não sou, sei que sou apenas o que sou, nada mais – mas também nada menos, e isso não é pouco, sei, embora pouco seja bem o que sinto ser quando me vejo naquela que eu nem sabia do ser. Coisas estranhas nas entranhas de meu ser…

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