Vida

Estrela da noite que me acompanha os dias, vivo para viver-te, e escrevo-te para reler-te quando não estás aqui ao meu lado, ou bem ali adiante, te adiantando a mim antes mesmo que eu mesmo saiba de mim o que de mim há para saber.

Para ti contenho o aliterar que altera em lente o lépido sentir de meu ser, lento em expressão contida. És para mim paraty selvagem que inebria o fundo fundo de meu ser, teus desejos últimos são sempre para mim primeiros.

Explodes em sentimentos que me atingem em cheio, tingindo-me do sangue rubro do teu sentir. Sentidor colérico que sou, ressoo o retumbar profundo de teu tocar-me, tocando a vida conjunta que vivemos juntos, perambulando sentires de ontem que vivemos hoje prevendo o amanhã que nunca se amanhece manso.

Por ti me faço relento… Orvalho manso sobre flores bravias – a Flor que escreve de tua flor, e tua flor, Estrela. Me faço assim um mar que se expande contido num rio estreito de possíveis viveres num amar contido de quem quer amar o sempre para sempre hoje.

Felizes os encontros que nos ampliam a vida e, mesmo que de encontros desencontros venham e o adeus se faça entrevisto, entrevisto meus sentires e respondo-me que te amo, que te amo mais, mais que o sal, mar que sou, e sem sal não vivo, vida.

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