Amores

Ela escrevia sobre sentires, paixões prolíficas derramadas em versos e paixões, diversos amares em miríade caleidoscópica. Artífice de corações, a estrela criava vida na alma das pessoas. Da calma aparente fazia surgir questões que traziam a alegria de se viver feliz.

Ela escrevia sobre o passar do tempo, sobre olhos, sobre malas feitas e fugas, e retornos também. Oleira de palavras, a flor moldava em textos seus sentimentos fugazes. De um caos aparente buscava dar ordem ao mundo, girando no torno de suas mãos pequenas.

Elas escreviam sobre o momento presente, mas desses textos presentes fragmentos do futuro emergiam. Uma já sempre escrevia sobre a outra, a outra já não se lia ali, mas ambas escreviam-se em linhas tortas que convergiam no infinito, ou não, que a vida é caos.

E eu, nessa história toda, leio o passado e vivo o presente, esperando escrever o futuro incerto, certo de que no fim a felicidade está em se buscar a vida, vivida vívida em momentos fugazes entre a fumaça que emoldura amores.

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Um pensamento sobre “Amores

  1. “Uma já sempre escrevia sobre a outra, a outra já não se lia ali, mas ambas escreviam-se em linhas tortas que convergiam no infinito, ou não, que a vida é caos”. Ou não, que a vida é caos.

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