Calmaria

É Tempo de espera, de acolhimento, de plantio, de cultivo e de cuidado. Cuidem-se todos – e todas – se o Tempo resolve se recolher é apenas para vir mais potente após a calmaria, tempestade de sentires que irrompe do dique estático que contém as ondas.

Ameaças veladas, enoveladas, novelas explícitas, todas se submetem ao Tempo, vigilante atento do espiralar unido, num mundo onde há Tempo para tudo, pois entre nascer e morrer corre toda uma vida, e toda vida está sujeita ao Tempo.

Vínculos passados, mesmo desfeitos, as desfeitas os renovam, reatam-se para serem rompidos num rompante de vendaval, Tempo de temporal, vida de animal que não se sacrifica, que não morre, mas que corre ao redor de si e se espanta com o cutelo.

Se o Tempo está calmo, dia azul, nuvens esparsas, cuide-se do vento seco que esquenta os ânimos, pois assim como se acalma, atormenta-se, assim como se alegra, lamenta-se, assim como se encontra, perde-se, assim como se ajunta, espalha-se, assim como se costura, rasga-se…

É muito Tempo para tão pouco espaço…

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Um pensamento sobre “Calmaria

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