Espelhos

Depois da ansiedade de passar os dias contando horas, o Tempo estava parado, em êxtase contemplativo de tanta beleza multiplicada nos espelhos grandes dos olhares encantados em que também ele se via, os amores se reproduziam, cheiros, toques, línguas, mãos, sexos, ao infinito. Cada movimento se replicava múltiplo e reverberava em tons sutis sentidos nas almas ali espelhadas, miríades miriônimas de sentires táteis, estáticos móveis que suportam as imagens revertidas, num fluir tão belo que ali não caberia o Tempo.

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Um pensamento sobre “Espelhos

  1. Ali, na singularidade do centro do buraco negro, onde a curvatura é mais forte, onde não cabe o tempo.

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