Voltas

Fui, voltei, estou aqui. Familiares gostos e cheiros estranhos, belas vistas do sol entardecendo enquanto saudoso entretecia falares locais e distantes diante da fronde de um mar doce e saudades muitas.

No revirar dos lençóis frios um calor maior que o lá de fora, ardendo em pensamentos que o corpo lembra mas não reproduz, ardorosas mãos, bocas, olhares que piscam na memória do muito pouco que já se viveu.

Longe dali, na areia à beira do mar de sal, mais que o sal, viviam-se dias de idílio leve, no chão frio o calor da vida, flor e estrela em enlaces ternos, trinando a tez clara em púrpuras visões de um amanhã possível.

Nessa trama toda, o tempo passa e a vida fica, dia a dia, menos fria, mais sandia, jurando ser melhor que o normal, Napoleões de nossos dias, entretecemos futuros breves num longo almejar de vida múltipla.

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Um pensamento sobre “Voltas

  1. Sua alma é ávida por experiências plurais, é assim que ela almeja a Totalidade.

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