De (s) espera

A pequena, no alto da torre fez-se pássaro e ali aguardava o amor. A guardava o amor? O tempo a arrebatou, condor gigante, e com ela voou até a estrela brilhante que os aguardava, numa noite morna de promessas mil.

Pássaro-flor, ela espaço, ele tempo, voaram ao encontro do horizonte onde brilhava a estrela única, triste da vida de esperar momentos que não vêm, num compasso de (s) espera contínua por rompimentos imaginários com roteiros que sabe de cor, couer, cores plúmbeas de uma paleta toda dela.

No acordar contínuo de uma noite que nunca se acaba, ela se acaba em (con) fusão estelar, matando átomos de sua vida para produzir uma luz que cega, mas brilha tão bela que o tempo a acolhe e nina, niña, ressonando do alto de seus travesseiros, adormecendo enfim na paz do reencontro de seus amores.

Novo dia, novas luzes, esperança, renovado o compasso continua de espera, mas agora a esperança nos furta os esses.

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