POEMA DÚPLICE E CÚMPLICE

dama lenço

RENDAS E LENCINHOS…

Quem era aquela,

que andava entre as gentes velada em risos escassos e segredos insinuados,

mas inexistentes?

Quem era aquela que guardava o sabor do sol no sorriso,

mas nunca ria para quem ainda não sabia amado?

Quem era a que em sofreguidão buscava algo que jamais conhecera

e que sentia haver perdido?

Quem era aquela que esperava, noites e manhãs,

alvoreceres e nuvens esgarçadas, a risada que não vinha?

Era você amada,

Antes do nosso encontro,

Antes que você soubesse a lenços encharcados de perfumes doces…

ENCONTROS DO SEMPRE

Quem é você, que vela por meu sono e roubou minha alma para cuidar?

Quem é você que eu reconheço desde sempre e em quem me perco e não acho saída, nem quero?

Quem é você que me morde e arroxeia em prazeres sempre renovados de dores do encontro?

Quem é você que marcou minha alma, a consumiu e devolveu muito mais rica?

Você é o Senhor dos meus dias,

Raptor das minhas letras,

Único Senhor das Palavras de amor, ditas e não ditas…

Você amado: bucaneiro de devaneios lúbricos, senhor da sensatez insensata…

Onde estás nessa noite de rendas e perfumes doces?

Ah, aqui, sempre aqui em mim… dentro. De nós.

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