Chão

Loucos numa casa de loucos, vivemos roucos de não gritar, gripados de um vírus simples, mas infalível, que nos faz amar o impossível, impassíveis frente à louca roda de um porvir solúvel, líquido e mal descrito em gritos que nunca vêm, não vêem qual devir está por vir, nem quando, ou quanto, dias e meses que se arrastam, eu e você à mesa, mansa, manca, indisponíveis, mas dispensáveis, impensável futuro que já se fez ontem. Fenecendo em brasas, chama de um velho chamado, cinzas, tempo que escurece, nuvens, não vens, não vês, não vestes expectativas simples, amostras de um amor sanguíneo, típico, tipificado, exsangue agora de vigor esponte numa topologia chã.

Anúncios

Polissemize

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s